Quando o Google lançou um prêmio de US$30 milhões para quem conseguir enviar um robô para a Lua, fazê-lo andar por pelo menos 500 metros e enviar imagens para a Terra, foi impossível deixar de pensar em veículos robotizados semelhantes aos que a NASA tem enviado para Marte.
Esse foi um dos motivos da surpresa geral que causou o anúncio de uma empresa romena de que faria a primeira tentativa para ganhar o prêmio dentro de apenas três meses - projetar e montar um robô espacial, por mais simples que seja, não é tarefa que se faça da noite para o dia.
O que aparentemente ninguém contava era com a simplicidade da idéia dos engenheiros romenos - é, mais uma vez a simplicidade, sobre a qual temos falado com muita freqüência.
Em vez de um robô com rodas, ou mesmo com pernas, uma simples esfera dotada de foguetes: ela pousa, faz as primeiras imagens, aciona novamente seus foguetes, move-se algumas centenas de metros, faz novas imagens e pronto. Estarão cumpridos todos os requisitos para embolsar os 30 milhões de dólares (veja o vídeo para entender bem a idéia).
Não é tão romântico? É estupendo! É simples, é prático, é eficaz. Pode até ser que a missão não tenha sucesso por algum problema técnico, mas ainda assim esse pessoal já mereceria um prêmio pela sua criatividade e por ter uma idéia que, de tão simples, é brilhante.
Agostinho Rosa
Editor inovação tecnológica
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